
A hora dos numerólogos – 2026 à frente
Com mais de 30 anos de atividades, a ProFit (www.profitprojetos.com.br) hoje conta com 4 economistas, por coincidência, ou não, todos egressos da UFRJ, antiga Universidade do Brasil. Mesmo com quase um século de experiências, somando os períodos de formado de cada um, não somos capazes de prever o futuro, mesmo o mais próximo, os 12 meses do ano de 2026.
As visitas que recebemos perguntam sobre nossas previsões para o futuro; apontamos para o objeto decorativo em cima da mesa, e nos limitamos a dizer que esta é a nossa bola de cristal.
Os economistas que lidam exclusivamente com macroeconomia, são instados a passar previsões a todo momento; no nosso caso, apenas nos restringimos a analisar a conjuntura atual, que nos dá alguma ideia sobre o futuro, mas longe da infalibilidade esperada.
Faltando menos de um mês para o novo ciclo gregoriano, se olharmos para o presente temos as seguintes observações:
- A inflação está estável, em torno de 5%, mas ainda assim acima da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional, o que obriga o COPOM – Comitê de Políticas Monetárias do Banco Central a manter as taxas de juro em um patamar elevado; segundo os manuais de macroeconomia, de qualquer tendência ideológica, juros altos desestimulam a atividade econômica e inflação.

- Um dos fatores que contribui significativamente para pressionar a inflação e exigir níveis elevados da taxa de juros é a dívida do setor público, que está em 78,1% do PIB – Produto Interno Bruto. Falta ainda ao país um ajuste fiscal com o claro objetivo de reduzir a dívida pública, de forma que a política monetária possa ser flexibilidade, isto é, seja possível uma redução da taxa de juros.

- A taxa de câmbio Real/Dólar está estável em termos nominais, entre R$ 5,00 e R$ 5,50, embora em termos reais, contando com o IPCA, observa-se uma queda de R$ 7,80 para R$ 5,40 BRL, 30% em 12 meses.

- A taxa de desocupação (desemprego) ficou em 5,6% em set/25, o menor nível da história, confirmando que ainda perdura o aquecimento da economia, o que em tese contribui para pressionar o cenário inflacionário. Também é interessante observar a evolução do emprego formal, medido pelo CAGED, que vem registrando saldos positivos desde meados de 2021, confirmando a recuperação do mercado de trabalho.


Vamos discutir o que deverá acontecer após as eleições de outubro de 2026, por enquanto a bola de cristal está opaca, ficará cristalina quando o resultado das eleições for conhecido.